Confira entrevista e set exclusivo com o Dj Gustavo Kanin para o programa Mind The Gap.

26 NOV 2015
26 de Novembro de 2015

Décimo primeiro episódio do MIND THE GAP aqui na SIC Radio. Toda semana o set de um dj convidado transitando entre o universos da house music e techno, apresentado por Florian Bill eLowception
Neste programa recebemos Gustavo Kanin

Músico desde os 12 anos e amante da e-music, o catarinense Gustavo Kanin chegou a São Paulo decidido a encarar com seriedade o universo da música eletrônica. Suas apresentações são extremamente bem trabalhadas, com influências de Jazz e Blues ao peso e groove do Techno berlinense.

Confira uma entrevista exclusiva com o Dj e na sequência seu set para o programa Mind The Gap.


Olá Gustavo, é um prazer tê-lo com a gente. Quais as influências e como foi feita a seleção de músicas para esse set? 

É um prazer estar com vocês também, obrigado pelo convite. Bem, as minhas influências vem se multiplicando a cada dia, cada vez mais me interesso por algo novo que vai influenciar não só na sonoridade do meu set mas também na forma com que eu tento conduzi-lo. Meu estilo nada mais é que um techno um tanto quanto melódico, eu tento sempre conduzir as músicas para que o desfecho seja harmônico, é basicamente isso. Quanto a seleção das tracks, eu apenas selecionei algumas das que eu mais esperei o lançamento esse ano, músicas que eu aguardava a 5 ou 6 meses e que foram lançadas quase todas entre setembro e outubro deste ano, exceto 3 delas pelo que me recordo. São músicas pelas quais eu tenho um grande carinho e admiração, tanto pela harmonia e melodia quanto pelos produtores e remixers, alguns deles são Ruede Hagelstein, Mano Le Tough, Locked Groove e Axel Boman.

Foi em São Paulo que você estudou discotecagem e iniciou sua carreira. Em pouco tempo você ganhou destaque e se apresentou em renomados clubes como D-Edge e Clash. Como foi essa experiência, e como você acha que a cena de São Paulo contribuiu para a sua formação?

São Paulo é a cidade que aprendi a amar como se fosse minha terra natal, devo muito a ela. Como você bem disse, aprendi a tocar e tive uma ascensão muito rápida, fiz o curso no Dj College oferecido pelo D-Edge e em menos de 1 ano e meio de carreira eu me apresentei 1 vez na Clash e duas vezes no D-edge, um dos clubes que sempre sonhei em me apresentar, acredito que eu tenha me envolvido com as pessoas certas, a cena eletrônica em São Paulo é muito ramificada e vasta, eu direcionei meu tempo e esforço as minhas pesquisas e estudo, acredito que quando você realmente ama o que faz deve acreditar em si mesmo e caso este seja mesmo seu talento você alcançará seus objetivos.

Recentemente você voltou a residir em Santa Catarina, como tem sido essa nova fase da sua carreira? Quais são os seus planos para o projeto Mitte, que vinha acontecendo quinzenalmente em São Paulo?

Eu acredito que a mudança é sempre bem vinda, ela nos tira da nossa zona de conforto e nos faz pensar em novas alternativas. Eu sempre amei minha terra natal e acredito muito na cena eletrônica catarinense, conheci muita gente em São Paulo e acredito que tenha aberto muitas portas na minha carreira na cena paulista, porém quero fazer mais pela cena catarinense e fortalecer meu nome por aqui também, esse é meu principal objetivo agora. Sobre a Mitte eu quero traze-la pra algumas edições em Santa Catarina, não como uma festa em um clube fixo, a ideia é levar o conceito musical da festa à cidades diferentes, mas não descarto a possibilidade dela continuar ocorrendo em São Paulo porém com uma periodicidade maior.


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